Site para advogados: o que precisa ter e o que a OAB permite
Site de escritório de advocacia não é cartão de visita digital. É a página que a pessoa abre no celular, dois minutos depois de pesquisar "advogado de [área] em [cidade]", para decidir se escreve ou não. Este guia diz o que ele precisa ter, o que a OAB permite e o que costuma dar errado.
1. Para que serve o site do escritório
Três funções, nessa ordem: ser encontrado por quem pesquisa a área e a cidade; fazer a pessoa entender se o caso dela é atendido ali e como funciona o atendimento; levar ao contato em um toque. Tudo o que não serve a uma dessas três funções é enfeite, e enfeite pesa.
O site não substitui o Perfil da Empresa no Google (o cartão do Maps), nem as redes. Ele é a base para onde os dois apontam e o único lugar que é inteiramente seu: domínio no seu nome, arquivos seus, sem depender de plataforma.
2. A estrutura que funciona
Home
Uma frase que diga a área principal e a cidade ("Inventário e herança em Ribeirão Preto, com quem atende você pessoalmente"), o botão do WhatsApp, as áreas em cartões, uma linha sobre como o atendimento funciona e o número da OAB. Sem carrossel de frases genéricas, sem "excelência" e "compromisso".
Uma página por área
É a parte que faz o site aparecer na busca. Cada página responde à mesma sequência: situações comuns (o que a pessoa está vivendo), como o escritório ajuda, perguntas frequentes e um convite ao contato. "Advogado de inventário em Ribeirão Preto" precisa de uma página inteira, não de um parágrafo na home.
Triagem que leva ao WhatsApp
Duas ou três perguntas ("houve um falecimento na família?", "os herdeiros estão de acordo?") organizam o assunto antes da conversa. A mensagem chega ao escritório já identificada e o primeiro atendimento é mais rápido. Não é diagnóstico jurídico; é organização.
Sobre
Quem são os advogados, com OAB/UF, formação e áreas; como o escritório trabalha; onde fica. Fotos reais do espaço e das pessoas. Imagem gerada por IA nunca apresentada como registro real.
Artigos
Dois artigos no lançamento já dão ao Google motivo para indexar o site como fonte de conteúdo, e dão ao cliente algo para ler antes de escrever. Um artigo por mês depois disso é suficiente para a maioria dos escritórios.
Política de privacidade
Obrigatória pela LGPD e um dos itens que a OAB observa. Se o site não guarda dados de visitante (o formulário abre o WhatsApp da própria pessoa), a política diz isso em uma página curta.
3. O que a OAB permite no site
| Item | Regra |
|---|---|
| Áreas de atuação | Pode Descrever as áreas e as situações atendidas. "Especialista" só com título certificado; do contrário, "atuação em". |
| Nome, OAB, endereço, horário, telefone | Pode É informação, não captação. A OAB deve estar visível. |
| Logomarca própria e identidade visual | Pode Vedado o símbolo oficial da OAB como se fosse selo. |
| Conteúdo jurídico educativo | Pode Artigos que explicam direitos e procedimentos, sem caso concreto. |
| Honorários, "consulta grátis", desconto | Não pode Nenhuma referência a valores ou gratuidade como meio de captação. |
| Promessa de resultado, "casos de sucesso" | Não pode Vedada a menção a resultados e decisões para oferta de atuação. |
| Depoimentos de clientes | Não pode Na peça do escritório, não. Avaliação espontânea no Google é outra coisa (é do cliente, na plataforma dele). |
| Estrutura física, luxo, bens | Não pode Foto do escritório para orientar quem vai visitar, sim; ostentação como argumento, não. |
O detalhe do Provimento, canal por canal, está no nosso guia do Provimento da OAB.
4. Os erros que mais aparecem em revisão
- Site lento no celular. Mais da metade das visitas vem do celular, e a pessoa desiste antes de três segundos. Foto de 4 MB na home é o motivo mais comum. Meta: nota acima de 90 no PageSpeed Insights, versão mobile.
- Sem página por área. Uma lista de dez áreas na home não aparece para "advogado de [área] em [cidade]". Cada área que importa merece a própria página.
- Botão do WhatsApp escondido. Precisa estar no primeiro toque, em toda página, e abrir com uma mensagem que já diga o assunto.
- Domínio no nome de terceiro. Site no nome da agência ou do "sobrinho" é site que some quando a relação acaba. Domínio no CPF ou CNPJ do escritório, sempre.
- E-mail de provedor gratuito. Contato em gmail ou hotmail no rodapé enfraquece a percepção de escritório. E-mail no domínio custa quase nada.
- Texto que promete. "Garantimos", "melhor escritório da cidade", "ganhe sua causa": além de reprovar na OAB, afasta quem quer seriedade.
5. Site pronto ou site próprio?
Construtores de site resolvem o "ter um site" em uma tarde. O que costumam não resolver: velocidade no celular, página por área com estrutura de busca, domínio e arquivos no seu nome, e a revisão de conformidade. Um site próprio, em HTML leve, hospedado onde você quiser, com os textos revisados por você, é o que sustenta a presença no Google pelos próximos anos.
O que precisa estar no seu nome, seja qual for o caminho: o domínio, o Perfil do Google, o e-mail e os arquivos do site. Se um fornecedor não entrega isso, é dependência, não serviço.
6. Antes de publicar
- Domínio registrado no nome do escritório.
- HTTPS ativo e site abrindo em menos de três segundos no celular.
- Uma página por área que importa, com situações, como ajudamos e perguntas.
- Botão do WhatsApp em toda página, com mensagem inicial.
- Nome e OAB dos advogados visíveis.
- Nenhuma promessa, valor, "especialista" sem título ou depoimento.
- Política de privacidade publicada.
- Site vinculado ao Perfil da Empresa no Google e aos perfis nas redes.
Este artigo é informativo e reflete o Provimento da OAB e o Código de Ética e Disciplina na data de publicação. Em dúvida sobre uma peça específica, consulte o Tribunal de Ética e Disciplina da sua seccional antes de publicar.
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